Por vezes... no Natal
Por vezes, durante o período natalício, somos invadidos por uma estranha sensação. Parece que, ao invés dos outros dias, somos tomados por uma grande sensibilidade. Tudo nos toca e desperta o olhar. Nestas alturas, compreendemos melhor a distinção entre ver e olhar.
Enquanto que ver é um acto rotineiro, quase mecânico, olhar significa "tocar" no mais profundo das coisas e das pessoas. É desse "olhar" que nasce a fraternidade que faz de nós seres em relação com outros.
É nesta mesma diferença que está a radical distinção entre viver e existir.
Viver implica algo de autêntico e pleno, um espírito de partilha e aprendizagem comum.
Daí o meu grande desejo para todos: que gozem de uma vida plena, com base no contacto com a diversidade de pessoas que nos rodeiam. Talvez assim, não só no Natal mas todos os dias, consigamos esquecer os embrulhos, esquecer os laçarotes, e oferecer o que de melhor existe em nós.
Um Feliz Natal a todos os que gostam de ver a minha pila.
Obrigado pela visita.

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